|:|:| :::... Ponto TI ...::: |:|:| - Atualizações do mundo da tecnologia ao seu alcance

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Os prós e contras em fazer carreira no exterior

Especialistas apontam cuidados que os profissionais devem ter na hora de aceitar um convite para trabalhar fora do País.

Ignorando os reflexos da crise, muitas empresas de tecnologia da informação (TI) têm mantido seus planos de transferência de executivos ao exterior – sobretudo as brasileiras. O que em princípio representa a possibilidade de se obter uma promoção, ganhar mais e dar um salto na carreira pode resultar em frustrações.

Para isso, é necessário avaliar os prós e os contras na hora de aceitar um convite. “Indiscutivelmente, fazer uma carreira internacional é diferencial para os profissionais diante de economias cada vez mais globais”, destaca Julio Cardozo, consultor de gestão e carreira da Julio Sergio Cardozo & Associados. “Aprender novas culturas é passaporte para ascender”, completa.

No entanto, o consultor destaca para a importância de planejar todos os passos a serem dados e refletir sobre os pontos que devem ser avaliados. “Não há garantia alguma de que, na volta, o profissional terá cadeira cativa na empresa”, atenta. “Da mesma forma que nem sempre a pessoa é promovida”, completa. Detalhes que, segundo Cardozo, devem ser negociados e acertados antes da partida.

Uma pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral (FDC), com 165 profissionais dos dez maiores grupos privados do País, confirma o alerta dado pelo consultor. Do total de entrevistados, 60% não têm emprego garantido quando retornam, 87% não são promovidos e 80% sentem que a experiência adquirida lá fora não é valorizada como acreditavam.

“O profissional precisa estar preparado para saber administrar expectativas; tentando aproveitar a experiência trazida na bagagem da melhor forma possível”, orienta Betania Tanure, professora da FDC e responsável pela pesquisa. “Isso porque o profissional sempre espera desenvolver suas competências, enquanto a empresa, na maioria das vezes, quer que o executivo apenas monte a operação lá fora e transmita sua estratégia de gestão".

O levantamento da Dom Cabral aponta ainda que, no regresso, 35% recebem uma remuneração total (salário fixo, variável e benefícios) menor. Este é outro ponto relevante. “As empresas adotam práticas salariais de acordo com o padrão de vida de cada país e muitos benefícios são cortados na volta, como casa e escola para os filhos”, diz Betania.

Julio Cardozo também alerta para o fato de quem está fora ficar na mira das empresas em momentos de crise. "É sempre bom ficar atento, porque aqueles que foram transferidos são os primeiros a serem cortados em épocas de instabilidade", afirma.

Fonte: Computerworld

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]



<< Página inicial