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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Tecido funciona como câmera flexível

Fibra de menos de um milímetro de diâmetro desenvolvida pelo MIT:
sensível à luz, forma tecido capaz de captar imagens


Imagine uma cortina capaz de mostrar o que está do outro lado da janela, ou uma roupa de soldado que permita visão em 360º de um campo de batalha.

Parece ficção científica, mas, apesar desses exemplos estarem ainda no papel, ou melhor, na cabeça dos cientistas do MIT, eles já são bem mais próximos da realidade do que se você pensa.

Um grupo de pesquisa do Massachusetts Institue of Technology, liderado pelo professor Yoel Fink, desenvolveu uma rede de fibras detectoras de luz que funciona como uma câmera flexível. No teste realizado, a equipe colocou um bonequinho “smile” (a famosa bola amarela com um sorriso) entre a fonte de luz e o pedaço do tecido conectado a um computador. O resultado, ainda precário, foi uma imagem em preto e branco do objeto na tela do aparelho.

Esta foi a primeira vez que se demonstrou que fibras podem funcionar como câmeras, mas sem a necessidade de lentes. A rede de fibra ótica captura as imagens por toda a superfície do tecido, o que a torna bem menos suscetível a danos e a pontos cegos. Se uma área for danificada, por exemplo, as outras fibras ainda podem capturar as imagens. A ideia por trás do projeto era a de substituir as lentes, objetos pequenos, sensíveis, de visão limitada e sujeitos a danos, por estruturas maiores.

As novas fibras que constituem o tecido possuem menos de um milímetro de diâmetro. Seus dois anéis de semicondutor sensível à luz são separados por outro anel de polímero isolante. Oito eletrodos de metal ligam os anéis ao longo da fibra, que mede a intensidade da luz e a converte em um sinal elétrico. Apesar de ainda não funcionar como o esperado, a estrutura também é projetada para diferenciar os compridos de onda que correspondem a cada cor.

Fonte: Info Abril

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